Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

...

…São meus…São os meus poemas.
 
Às vezes penso mostrá-los alguém. Mostrá-los, lendo-os. É a única maneira de preservar a minha entoação, o meu ritmo, a minha emoção. Acho que só eu podia respeitar tudo isso. E isso é muito importante. Foram poemas escritos, ouvindo-os. A rigor, só deveriam ser lidos se fossem declamados. É o que eu sinto, é o que eu penso. Sempre ouvi dizer que na adolescência todos fazemos poemas. E também que quase todos ficam em segredo. E que todos são ridículos, os poemas adolescentes. Eu dou razão a Fernando Pessoa: “…acho que mais ridículos, são aqueles que na adolescência, nunca escreveram cartas de amor”, ou poemas que é a mesma coisa. Não sei bem se sempre pensarei assim… Estes são os meus poemas. Não estão fechados à chave, nem lacrados. Mas são meus.
          Gilberto Luís Santos Vicente
 
RABISCOS
DE UMA EXISTÊNCIA
ANTES DA VIDA
 
SONHOS
“Sonhar, sonhar sempre, de dia, de noite, quando se quiser”
 
 
POEMAS DE UM POETA
“Reservas de poemas registados em hora que apenas apetece escrever”
 
 
NARCÓTICO
“Regras e mais regras para quem não quer cumprir, clímax para uma dor”
 
 
SEXO
“… não há histórias sem sexo nem mulheres sem prazer”
 
 
HOMEM
“Cumprimentos e dedicatórias de quem e para quem merece. O achar que é ou que não é”
 
 
DITOS
“ser um ser eu sermos nós, talvez sejamos. Porta aberta, cheia de altruísmo”
 
publicado por Gilberto Vicente às 13:05

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PARTE 18 - SONHOS

PENSAMENTO
 
 
Cabeça que pesa sobre as mãos,
pensamentos infinitos e pessoais.
 
Loucura de cada momento,
sonho realista, materialista, anarca.
Egoísmo fatal, proporcionado pela dor,
encarado de forma natural.
 
Pensava obcecado e abismado.
Tudo muda quando é preciso.
 
Foi então que tudo acalmou.
Sorrindo aguento a força.
 
Passeando o troféu.
A maior descoberta que o homem “eu” fez.
publicado por Gilberto Vicente às 12:33

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PARTE 17 - SONHOS

PESADELO
 
 
Animal descolorido,
sangue quente a jorrar.
 
Sulco primário,
roubando dinastia.
 
Sonho livre e liberal.
 
Suor no rosto,
banho tomado.
 
Olhos, facas, gritos.
 
Por fim acordei,
liberto de horrores.
 
O pesadelo tinha chegado ao fim.
publicado por Gilberto Vicente às 12:32

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PARTE 16 - SONHOS

GRANDE
 
 
A amargura é uma flor.
A tristeza é uma semente.
A vida é uma gota de água.
A sociedade é um clima.
 
O choro é uma dor.
O sonho é uma mão.
O mundo é uma lágrima.
O homem é um lenço.
 
A amargura é um sonho.
O choro é uma tristeza.
O mundo é uma vida.
A sociedade é um homem.
 
Para a amargura há o sonho.
Para o choro há a tristeza.
Para a sociedade há a vida.
Para o mundo há o homem.
 
Na amargura que há no mundo.
No sonho onde há vida.
Na sociedade existe tristeza.
No Homem habita o choro.
 
O inteligente faz as contas,
o Grande refaz a vida.
publicado por Gilberto Vicente às 12:31

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PARTE 15 - SONHOS

AGORA COMPREENDO
 
 
Agora compreendo,
todos os meus pressentimentos esta noite.
O escuro cai.
Os meus olhos continuam aberto,
todos os maus sonhos vêem longe.
publicado por Gilberto Vicente às 12:30

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PARTE 14 - SONHOS

ONDA
 
 
         A onda vem perto do enlouquecimento do mundo, da evolução, da tecnologia, apareceu como uma flor vinda de um campo baldio.
         Há a onda do pensamento, a onda do futuro, a onda em que se vive.
         Onda do pensamento com ideias introduzidas na cabeça por alguém. Projectos de homens que matam o futuro e a onda em que se vive, que deriva de todas as outras.
         Vem de onda, por aí, tentando evoluir, estragar, rebentar e …
 
         A juventude a viver a onda.
publicado por Gilberto Vicente às 12:29

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PARTE 13 - SONHOS

PARTIDA
 
 
A estrela luminosa,
molha-me a cara com suor.
Vénus olhou-me.
Sentado, penso.
 
Um apito telintou.
Uma viagem, o comboio partiu.
Viagens dentro de outro universo.
Viagens sem fim.
 
Enfim o combate,
a solidão, o prazer.
publicado por Gilberto Vicente às 12:27

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PARTE 12 - SONHOS

SONO
 
 
A luz veio, o escuro foi-se.
De manhã ergo a mão.
 
A manhã foi-se, a tarde veio,
ergo a mão, a luz foi-se, a noite veio.
No escuro, ergo a mão,
a mão do sono.
 
A luz veio, o escuro foi-se.
De manhã ergo a mão.
publicado por Gilberto Vicente às 12:27

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PARTE 11 - SONHOS

LÓGICA
 
 
         Há poucas lógicas que não sejam recebidas. São menos as que vale a pena perceber. No fundo há muito poucas lógicas. Parece aterrorizador, mas não é. Lógicas recebidas nem sequer são lógicas, são ideias que dão jeito. Valem por terem sido inventadas, não por serem utilizadas. Valem por quem as inventou, por quem afinal, foi o único que não as recebeu.
         Uma lógica é quase sempre mais tirânica do que parece. Mesmo assim são poucos os que se entregam à tirania de uma lógica. Menos ainda os que resolvam, por sua vez, tiranizá-la. É por isso que também não faz mal que exista um número pequeno de lógicas. Chegam e sobram.
         Ninguém precisa de grandes argumentos para defender, por exemplo, a ecológica. Uma ideia muito recebida, que já quase não exige uma verdade que a justifique.
publicado por Gilberto Vicente às 12:25

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PARTE 10 - SONHOS

JARRO BIBLICO
 
 
Encorajado por uma vida que destrói o outro eu que há em ti.
Sopro divino, bondade que matas, lutas, recusas, odeias, prostituis, te matas.
         Símbolo ancestral.
         Selvagem de cujo a cabeça jorra ciência, a filosofia.
         Arte, poesia, sonho, quando as unhas afeiçoam giocondas, pirâmides, templos de Jerusalém.
         Bicho cruel que te curvas a deuses, que acarinhas crianças, que tremes, sorris ao nascer de uma flor.
         Jarro bíblico, o que és tu? Quem és tu?
publicado por Gilberto Vicente às 12:24

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PARTE 9 - SONHOS

LOUCOS
 
 
Os loucos morrem,
num universo fechado,
numa parede branca.
 
Um sonho profundo,
numa ofuscação de uma luz intensa.
publicado por Gilberto Vicente às 12:23

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PARTE 8 - SONHOS

 
 
Ó Deus todo-poderoso,
         não deixes que nós percamos a fé.
A juventude é a força do mundo.
publicado por Gilberto Vicente às 12:22

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PARTE 7 - SONHOS

PENSAR
 
 
         Estou com trauma, sinto perto o pensamento.
publicado por Gilberto Vicente às 12:21

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PARTE 6 - SONHOS

TRAJECTO
 
 
         A morte é o bilhete para o descanso de uma vida de ambições
publicado por Gilberto Vicente às 12:20

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PARTE 5 - SONHOS

MEDITAR
 
 
Andava,
sonhava,
cantava,
dormia,
pensava,
mas, tudo em vão.
 
publicado por Gilberto Vicente às 12:19

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PARTE 4 - SONHOS

O SOL
 
 
Na distância,
ele viu-me chegar.
Chamei-o.
Pus-me a caminho,
tinha frio.
Anjo nocturno,
espero por ti.
Aguento o desaire,
saltando a montanha.
Lá longe,
ele viu-me chegar.
Voltei para ver o frio.
As malas prontas,
o viajar,
como o rio caminha para o mar.
Quero correr,
transpirar,
como o mundo me ensinou.
Pegar fogo,
onde as ruas acabam.
Olhar o fundo,
sonhar com a montanha,
uma árvore, uma planta.
Ver o sol chegar.
publicado por Gilberto Vicente às 12:18

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PARTE 3 - SONHOS

PIANO
 
 
Tenho um piano,
na sala de estar.
Onde mexendo os dedos,
o faço tocar.
Quebrando o silencio,
impondo a lei.
Eu tocava,
no meu piano.
 
Sentir-se livre,
ouvir os anjos a tocar.
É dia de Natal para alguém.
É vida que veio viver.
Uma criança acaba de nascer.
 
Eu comemoro,
tocando no meu piano.
 
 
 
 
 
                            (nascimento do meu sobrinho João Nuno)
 
publicado por Gilberto Vicente às 12:17

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PARTE 2 - SONHOS

ASTRONAUTA
 
Vive na terra,
inundado de pensamentos.
Pensa longe,
tem poucos pressentimentos.
 
Mundo moderno,
cabeça como poucos.
Andar na lua,
ideias loucas.
 
Foi a aventura,
que em pouco acabou.
Foi o acordar,
de quem toda a vida sonhou.
publicado por Gilberto Vicente às 12:16

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PARTE 1 - SONHOS

PARAISO
 
 
Só nos é dada a vida que temos.
É nela que precisamos procurar,
o velho e longínquo paraíso que perdemos.
publicado por Gilberto Vicente às 12:15

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PARTE 5 - POEMAS DE UM POETA

PENSO
 
 
De dentro do peito,
Sai uma dor.
 
De dentro de mim,
Sai um sonho.
 
Todo eu sou artificial.
publicado por Gilberto Vicente às 12:14

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PARTE 4 - POEMAS DE UM POETA

DESABAFO
 
 
Conheço o amor,
Confundo o mundo,
Os olhos que me lêem.
 
Para mim é o desabafo total.
 
publicado por Gilberto Vicente às 12:12

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PARTE 3 - POEMAS DE UM POETA

VINDA
 
 
Sobre os cérebros comandados,
Eu vim ao mundo.
 
A vida.
A morte.
A loucura de cada dia.
 
Não valho nada neste mundo,
Tenho raiva da dor,
Do suor sem terra.
 
Lucro da guerra.
 
Não vendi a esperança,
Este é o meu preço.
Tudo o que senti,
Jamais o esqueço.
publicado por Gilberto Vicente às 12:10

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PARTE 2 - POEMAS DE UM POETA

É POETA QUEM…
 
 
Quem sofre é poeta.
Quem sonha é poeta.
Quem se revolta é poeta.
Quem chora é poeta.
Quem ri é poeta.
Quem é jovem é poeta.
Quem ama é poeta.
Quem vive é poeta.
Qualquer um é poeta.
 
Por força da palavra,
Eu sou poeta.
publicado por Gilberto Vicente às 12:09

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PARTE 1 - POEMAS DE UM POETA

POEMA
 
 
Um poema é uma semente,
Trazida de outro paraíso,
Que reduz o estado,
Lateralizando o poder,
Centralizando a cultura.
 
Um poema é a saudade,
Proclamada por palavras.
Reconciliando abafos,
Sugando o liquido,
Pronto a evaporar no ar.
 
Um poema é um prazer,
Conquistado através dos anos,
Onde somente os sonhadores,
Homens dignos desse nome,
Soletravam palavra por palavra,
Tudo o que lhes ia na alma.
 
Um poema é um conjunto
De pressões gramáticas,
Forçando a leitura,
Jogando com ideias.
 
Um poema é um fantasma,
Transmitindo uma mensagem;
Amor, solidão, fantasia.
 
Um poema é um enigma…
publicado por Gilberto Vicente às 12:07

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PARTE 12 - BATALHAS

LONGE
 
 
No meio de um mundo mecanizado,
vê-se uma criança a pedir um bocado de pão.
 
publicado por Gilberto Vicente às 12:06

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PARTE 11 - BATALHAS

FECHADO
 
 
Fechado,
entre o mundo das seis paredes,
pensava obcecado.
Os nazis…
publicado por Gilberto Vicente às 12:05

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PARTE 10 - BATALHAS

LUTA
 
 
É a luta do salvador,
a luta de um soldado.
Luta por destruir,
conquistar,
vencer,
morrer.
 
A vida começa e acaba.
Há na mente de um sonho,
um cérebro mecanizado.
 
Pelas armas de um chefe.
publicado por Gilberto Vicente às 12:04

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PARTE 9 - BATALHAS

GUERRA
 
 
Matas crianças inocentes,
matas homens à traição,
destróis cidades, ainda em construção.
 
Matas assassinos,
matas jovens.
Matas aqueles que querem viver.
 
És a guerra assassina.
publicado por Gilberto Vicente às 12:03

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PARTE 8 - BATALHAS

GUERRA E PAZ
 
 
Uma mulher chorava nos braços de um homem e pedia:
 - Não, não vás. Eles vão-te matar.
publicado por Gilberto Vicente às 12:03

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PARTE 7 - BATALHAS

PINO
 
 
Fiz o pino, tornei a fazer,
fiz outra vez.
Quando me pus de pé,
vi que o mundo estava de pernas para o ar.
 
publicado por Gilberto Vicente às 12:02

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PARTE 6 - BATALHAS

A PAZ
 
 
A paz está com a nossa juventude.
Vamos fazer um novo mundo,
vamos acabar com a guerra.
Então poderemos fazer um novo mundo.
publicado por Gilberto Vicente às 12:01

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PARTE 5 - BATALHAS

A GUERRA DE UM SÁBIO
 
 
A luta de um sábio Grego,
abrindo os caminhos da glória,
vencendo as armas,
com uma ideia inteligente.
 
Os guerreiros lutando,
por entre muralhas,
vendo o povo morrer,
por causa de um sábio.
 
As armas cessaram,
mãos lançadas para o ar,
um povo baixa os braços,
a um sábio Grego.
publicado por Gilberto Vicente às 12:00

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PARTE 4 - BATALHAS

FICA DESCANSADO
 
 
Fica descansado ó soldado,
a tua memória fica na história.
Estejas onde estiveres,
podes e deves,
cantar a vitória.
publicado por Gilberto Vicente às 11:59

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PARTE 3 - BATALHAS

PAZ ACABA
 
 
A paz acaba,
a guerra recomeça.
Lá dizia o patrão:
 - O culpado é o mordomo.
publicado por Gilberto Vicente às 11:58

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PARTE 2 - BATALHAS

SITUAÇÃO
 
 
Juntando,
lutando,
guerreando,
jogando.
 
Segredo,
         ajuda,
                   prazer…
 
Relembrando,
fazendo,
discutindo,
pensando.
 
Guerra,
         morte,
                   paz…
publicado por Gilberto Vicente às 11:57

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PARTE 1 - BATALHAS

POMBA BRANCA
 
 
Pomba branca,
a voar no céu longínquo.
O céu da guerra,
o ar de Hiroshima.
 
De asas abertas,
baixa altitude,
lança o ovo,
o ovo da destruição.
 
Colchão de ondas,
aparando a queda.
O barulho,
os gases subindo.
 
Rodeado por cidades,
destruindo população,
abrindo manchas no corpo.
 
Choro de jovens,
lágrimas de morte.
 
O ovo preto,
o ovo de Hiroshima.
publicado por Gilberto Vicente às 11:52

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PARTE 10 - NARCÓTICO

REGRESSO
 
 
Dentro do peito,
a vontade de voltar.
Na onda do desespero,
na ida para o lar.
 
Foi na hora que despertei.
Apeteceu-me chorar.
Foi aí que eu gritei:
 - Quero regressar.
 
Entre as forças de Deus,
e as forças do Diabo,
foi o juramento,
foi o achado.
publicado por Gilberto Vicente às 11:51

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PARTE 9 - NARCÓTICO

NUMA NOITE DE ABERRAÇÃO
 
 
O sorriso,
gerava na minha boca.
Estava a ambientar-me.
Por entre copos e pratos,
uma gargalhada,
o saber-se comportar.
Falava, observava.
Diferente do dia a dia.
O cigarro, café,
finalmente a viagem.
Cheguei, observei.
Nocturna caserna.
Uma falava,
outro penteava,
havia um que cantava.
Queda, precipício.
Caí lá no fundo.
Levantei-me,
tentei caminhar em vão.
Começo, observo.
Deixei-me levar.
Quando já ia noite,
parecia sem fim.
Houve alguém que me lembrou,
o que mais parecia,
ou talvez fosse,
um sermão dominical.
Contemplado pela ira,
pelo mau estar.
Pelos céus começou,
cá dentro estalou,
como se fosse vidro.
 
Personagem despedaçada.
No fim, a verdade.
publicado por Gilberto Vicente às 11:50

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PARTE 8 - NARCÓTICO

NOITE LONGA
 
 
Sob o fatídico estrelar,
a braços com uma voz sindical,
cantando, assobiando,
passando o tempo.
 
Sorri de uma forma labial,
gesticula sem sentido.
Fala, olha,
passando o tempo.
 
O fim aproxima-se,
está a hora achegar.
Olho para o relógio,
o tempo vai passar.
publicado por Gilberto Vicente às 11:49

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PARTE 7 - NARCÓTICO

ALUCINAÇÃO
 
 
Quando vejo o sol brilhar entre as estrelas,
estou a ter alucinações.
Quando vejo a lua a brilhar durante o dia,
estou a ter alucinações.
Quando vejo sempre a mesma pessoa na imagem,
estou a ter alucinações.
 
Quero ter mais alucinações.
publicado por Gilberto Vicente às 11:48

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PARTE 6 - NARCÓTICO

TÚNEL
 
 
Túnel fundo,
onde há paz.
O silêncio é grande.
Voando em direcção certa,
como algo atraído.
Enfim a claridade,
algo luminoso,
falando com amor.
Chegava à fronteira,
chegava ao limite.
Ouvia um ruído,
longe,
baixo, muito baixo.
 
Sensações de paz, tranquilidade.
Olhando à volta,
via lindos jardins de flores.
Chegara a hora.
um dia voltarei,
um dia o verei de nove.
 
Onde para além do túnel,
o meu corpo estará de novo,
nesse espaço negro.
publicado por Gilberto Vicente às 11:47

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PARTE 5 - NARCÓTICO

MANICÓMIO
 
 
Manicómio do pensamento.
Era da loucura.
É o dia a dia,
das nossas pobres vidas.
publicado por Gilberto Vicente às 11:46

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PARTE 4 - NARCÓTICO

DESFALECER
 
 
Há os que morrem,
deixando uma vida,
lutando por ambições.
 
Morreram os poetas,
morreram os líricos,
morreram os músicos,
morreram os artistas.
 
Morrem os heróis.
 
Morreram os pedreiros,
morreram os vendedores.
 
Morrem os ricos,
morrem os pobres.
 
Todos morrem,
deixando uma vida,
lutando por ambições.
publicado por Gilberto Vicente às 11:45

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PARTE 3 - NARCÓTICO

ESCOLHA
 
 
Escolher o quê?
Escolher para quê?
…já tenho o que escolhi.
publicado por Gilberto Vicente às 11:44

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PARTE 2 - NARCÓTICO

VIAGEM
 
 
No centro de bolas e ar de fumo,
um Deus me persegue.
 
Lá longe o ópio,
que coisas ele faz.
Da miséria da seita,
dos homens de Alá.
Medo do narcótico, que vem no olhos.
 
Arde em fogueiras,
no desespero,
deserto de sofridão.
 
Nem de outros sonhos,
faz tanto incenso,
tal como este,
cachimbo exemplar.
publicado por Gilberto Vicente às 11:43

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PARTE 1 - NARCÓTICO

DROGA
 
 
Desespero,
angustia,
aflição.
 
Libertação do pensamento,
caída na inconsciência.
Correr no mundo sem fim.
Saltar para o céu longínquo,
agarrar na atmosfera,
sentir o sopro do vento,
o seco das gengivas.
 
Por fim,
a volta à realidade.
 
Morrer sozinho.
Sólido como uma pedra,
que mergulha sem nadar num poço sem fundo.
 
É a fonte de uma geração.
Aquilo que se quebra,
quando a juventude entra em evolução.
publicado por Gilberto Vicente às 11:41

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PARTE 4 - SEXO

PÉNIS
 
 
Ele era respeitado,
onde o revólver falava mais alto.
Temido e invencível,
ele falava de arma na mão.
Ele era Joaquim,
o assassino.
Respeitado e falado,
não tinha medo da noite.
Lutava de coração aberto,
abrindo fogo de pistola,
ecoando nas colinas.
Fazendo suor humano,
dando de beber aos abutres.
Era um lutador,
um caçador.
Sádico.
Destemido de morte,
ele lutava.
Ele era Joaquim,
o assassino.
publicado por Gilberto Vicente às 11:41

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PARTE 3 - SEXO

HOMOSSEXUAL
 
 
Dá nas vistas,
bailando como uma borboleta.
Passeia nos jardins,
escondido do mundo.
Invertendo os amigos,
com actos de sexo.
Foge à realidade.
É a loucura,
de quem experimenta o prazer.
publicado por Gilberto Vicente às 11:40

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PARTE 2 - SEXO

SEXO
 
 
Tudo em ti me atrai.
A tua voz, o teu cabelo, os teus olhos.
Tudo em mim se levanta,
quando o teu corpo me aquece.
O teu coração de encontro ao meu peito,
sinto-o.
Sonho livre e amoroso.
Quando uma frase simples é dita,
os meus lábios tremem.
Alegria,
os meus lábios abrem-se.
Uma lágrima cai.
Um sorriso invade a minha cara.
Mais uma guerra tinha sido ganha.
publicado por Gilberto Vicente às 11:39

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PARTE 1 - SEXO

PRAZER
 
 
Nasce num dia de encontro,
espontâneo e de geração.
Sonho do mal.
Como um jogo de futebol,
prazer de correr,
Desfrutar de uma bola.
Silenciando o orgasmo,
nas entranhas de uma mulher.
Que mais belo pode existir?
Sonhando, lembrando,
vivendo e destoando.
Barba rija,
clímax extra, total,
liberdade irreal.
Sentado, bebendo,
fumando,
olhando,
embebido na fantasia.
Escrevendo,
esbanjando.
Caminhar por caminhar,
viver por viver.
Como um relax de um peixe,
nos braços da histeria,
gritando de dor. O prazer.
Desflorado de uma vida.
Uma vida total.
publicado por Gilberto Vicente às 11:37

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PARTE 13 - HOMEM

RECUSA
 
 
Ó mão que eu quero bem,
eu te procuro.
Não queiras ser como eu,
eu sou a solidão.
 
Sofres e recordas.
Sonhas e guardas,
e tu não falas.
 
O esquecer,
a solidão,
o sofrimento.
Três palavras que dizem,
o mundo do estar só.
 
De que recusas.
Ó mão que eu quero bem,
eu te procuro.
Não queiras ser como eu,
eu sou a solidão.
publicado por Gilberto Vicente às 11:37

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PARTE 12 - HOMEM

SER EU
 
 
É um muro,
é um rasgo de violência.
É um protesto em vão contra uma sociedade.
É um grito,
é um sonho,
é uma alegria total.
É um homem que se preza.
É uma relíquia do passado.
É um pensar,
é um esquecer.
É um ser humano,
é um crânio inteligente.
publicado por Gilberto Vicente às 11:36

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PARTE 11 - HOMEM

HOMEM
 
 
O Homem luta,
pela lei da sobrevivência.
O Homem faz,
a sua revolução.
 
Um bicho indiferente,
um bicho intelectual,
um bicho pensativo.
 
O Homem é…
 
publicado por Gilberto Vicente às 11:35

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PARTE 10 - HOMEM

OLHOS
 
 
À noite as estrelas brilham,
de dia o sol.
Perante essa luz intensa,
uns olhos.
Neles vejo:
Tristeza,
indignação,
solidão.
Infinitas omissões.
 
Esses olhos também brilham.
publicado por Gilberto Vicente às 11:34

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PARTE 9 - HOMEM

UM AMIGO, UMA PARTIDA
 
 
Está chegando a hora,
de tu partires.
Está chegando ao fim,
a viagem.
Amargura está para vir.
A loucura da amizade.
É hora de tu abalares,
rumo ao teu lar,
para junto dos teus,
e relembrando,
a minha face interior,
o meu espírito.
É um sonho;
a vida não pára para ver,
para sonhar.
Vais partir,
para longe daqui.
Vais para outro mundo,
e eu aqui fico só,
sozinho, a sonhar.
publicado por Gilberto Vicente às 11:33

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PARTE 8 - HOMEM

MITO
 
 
É um fogo recordado,
era um fogo irresistível,
era um fogo lírico,
era um fogo poeta,
era um fogo sádico,
era um fogo irritante,
era um fogo espalhado,
era um fogo revoltado,
era um fogo lindo,
era um fogo impossível,
era um fogo que não se apaga.
publicado por Gilberto Vicente às 11:32

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PARTE 7 - HOMEM

AMIGA
 
 
Quando amanhece,
vem das alturas,
o recordar do teu nome.
 
Quando me sinto só,
vem das alturas,
o recordar do teu nome
 
Quando penso,
vem das alturas,
o recordar do teu nome
 
Quando o escuro cai,
vem das alturas,
o recordar do teu nome
publicado por Gilberto Vicente às 11:31

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PARTE 6 - HOMEM

AMIGO, ONDE ESTAVAS
 
 
Onde estavas amigo,
quando mais precisei de ti?
No rumo das nossas vidas,
houve um desentendimento total.
Estás longe daqui.
publicado por Gilberto Vicente às 11:30

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PARTE 5 - HOMEM

HOMEM-ROBOT
 
 
O mede fere, o ódio mata,
a guerra distrai.
O homem morre em pé de louco,
esse homem que é, um homem robot.
 
O gás mortal que se espalha e cresce,
mina explora e cai,
sobre os cérebros comandados,
do homem que é, um homem robot.
 
Não falem de armas ou de morte,
que o homem não gosta de sentir,
as tripas lentas esvaziarem,
o sangue morno a confluir.
 
Tal qual o mito Ariano,
que o ditador vomitou,
emerge a sina do deixa-te ir,
e continua a ser um homem,
um homem robot.
publicado por Gilberto Vicente às 11:29

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PARTE 4 - HOMEM

OLHAR
 
 
Tens no olhar,
um brilho incomum.
Pensas no mundo,
pensas em ti.
Cantas,
os teus olhos brilham.
Tens pesadelos,
os teus olhos brilham.
 
Os teus olhos têm cor,
têm vida.
Anos vives,
o brilho aumenta.
 
O choro começa,
a vida nem sempre…
 
…os teus olhos brilham.
 
publicado por Gilberto Vicente às 11:28

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PARTE 3 - HOMEM

MORTE
 
 
Um jazigo,
coberto de flores,
onde por dentro não há vida.
 
Uma flor murcha,
um corpo em decomposição.
Um mundo fechado,
um mundo eterno.
 
Ele vem e passa,
e muitos como ele,
continuam a passar.
O morto é esquecido.
 
Um jazigo,
coberto de flores.
Flores murchas,
ervas daninhas.
 
Campa banhada,
em lágrimas de dor,
onde por dentro não há vida.
publicado por Gilberto Vicente às 11:27

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PARTE 2 - HOMEM

MULHER
 
 
Rompantes afectivos,
subjugando situações,
criando conflitos,
tempestades nucleares.
 
Gritos enraivecidos,
perante promessas,
situações indefinidas,
Ásia colossal.
publicado por Gilberto Vicente às 11:26

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PARTE 1 - HOMEM

MÃE
 
 
Mãe, mãe,
fitaste-me nos olhos,
citaste uma frase,
falaste um poema,
disseste-me o bem.
Mãe,
de olhares no alto,
tens nos teus olhos,
o dito do amor,
disseste-me o bem.
Mãe,
sustentaste-me,
vida na vida,
no coração também,
disseste-me o bem.
Mãe,
ensinaste-me a falar,
lápis na mão,
miolos no ar,
disseste-me o bem.
Mãe,
disseste-me o bem…
Mãe.
publicado por Gilberto Vicente às 11:24

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