Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

...

…São meus…São os meus poemas.
 
Às vezes penso mostrá-los alguém. Mostrá-los, lendo-os. É a única maneira de preservar a minha entoação, o meu ritmo, a minha emoção. Acho que só eu podia respeitar tudo isso. E isso é muito importante. Foram poemas escritos, ouvindo-os. A rigor, só deveriam ser lidos se fossem declamados. É o que eu sinto, é o que eu penso. Sempre ouvi dizer que na adolescência todos fazemos poemas. E também que quase todos ficam em segredo. E que todos são ridículos, os poemas adolescentes. Eu dou razão a Fernando Pessoa: “…acho que mais ridículos, são aqueles que na adolescência, nunca escreveram cartas de amor”, ou poemas que é a mesma coisa. Não sei bem se sempre pensarei assim… Estes são os meus poemas. Não estão fechados à chave, nem lacrados. Mas são meus.
          Gilberto Luís Santos Vicente
 
RABISCOS
DE UMA EXISTÊNCIA
ANTES DA VIDA
 
SONHOS
“Sonhar, sonhar sempre, de dia, de noite, quando se quiser”
 
 
POEMAS DE UM POETA
“Reservas de poemas registados em hora que apenas apetece escrever”
 
 
NARCÓTICO
“Regras e mais regras para quem não quer cumprir, clímax para uma dor”
 
 
SEXO
“… não há histórias sem sexo nem mulheres sem prazer”
 
 
HOMEM
“Cumprimentos e dedicatórias de quem e para quem merece. O achar que é ou que não é”
 
 
DITOS
“ser um ser eu sermos nós, talvez sejamos. Porta aberta, cheia de altruísmo”
 
publicado por Gilberto Vicente às 13:05

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PARTE 18 - SONHOS

PENSAMENTO
 
 
Cabeça que pesa sobre as mãos,
pensamentos infinitos e pessoais.
 
Loucura de cada momento,
sonho realista, materialista, anarca.
Egoísmo fatal, proporcionado pela dor,
encarado de forma natural.
 
Pensava obcecado e abismado.
Tudo muda quando é preciso.
 
Foi então que tudo acalmou.
Sorrindo aguento a força.
 
Passeando o troféu.
A maior descoberta que o homem “eu” fez.
publicado por Gilberto Vicente às 12:33

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PARTE 17 - SONHOS

PESADELO
 
 
Animal descolorido,
sangue quente a jorrar.
 
Sulco primário,
roubando dinastia.
 
Sonho livre e liberal.
 
Suor no rosto,
banho tomado.
 
Olhos, facas, gritos.
 
Por fim acordei,
liberto de horrores.
 
O pesadelo tinha chegado ao fim.
publicado por Gilberto Vicente às 12:32

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PARTE 16 - SONHOS

GRANDE
 
 
A amargura é uma flor.
A tristeza é uma semente.
A vida é uma gota de água.
A sociedade é um clima.
 
O choro é uma dor.
O sonho é uma mão.
O mundo é uma lágrima.
O homem é um lenço.
 
A amargura é um sonho.
O choro é uma tristeza.
O mundo é uma vida.
A sociedade é um homem.
 
Para a amargura há o sonho.
Para o choro há a tristeza.
Para a sociedade há a vida.
Para o mundo há o homem.
 
Na amargura que há no mundo.
No sonho onde há vida.
Na sociedade existe tristeza.
No Homem habita o choro.
 
O inteligente faz as contas,
o Grande refaz a vida.
publicado por Gilberto Vicente às 12:31

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PARTE 15 - SONHOS

AGORA COMPREENDO
 
 
Agora compreendo,
todos os meus pressentimentos esta noite.
O escuro cai.
Os meus olhos continuam aberto,
todos os maus sonhos vêem longe.
publicado por Gilberto Vicente às 12:30

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PARTE 14 - SONHOS

ONDA
 
 
         A onda vem perto do enlouquecimento do mundo, da evolução, da tecnologia, apareceu como uma flor vinda de um campo baldio.
         Há a onda do pensamento, a onda do futuro, a onda em que se vive.
         Onda do pensamento com ideias introduzidas na cabeça por alguém. Projectos de homens que matam o futuro e a onda em que se vive, que deriva de todas as outras.
         Vem de onda, por aí, tentando evoluir, estragar, rebentar e …
 
         A juventude a viver a onda.
publicado por Gilberto Vicente às 12:29

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PARTE 13 - SONHOS

PARTIDA
 
 
A estrela luminosa,
molha-me a cara com suor.
Vénus olhou-me.
Sentado, penso.
 
Um apito telintou.
Uma viagem, o comboio partiu.
Viagens dentro de outro universo.
Viagens sem fim.
 
Enfim o combate,
a solidão, o prazer.
publicado por Gilberto Vicente às 12:27

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PARTE 12 - SONHOS

SONO
 
 
A luz veio, o escuro foi-se.
De manhã ergo a mão.
 
A manhã foi-se, a tarde veio,
ergo a mão, a luz foi-se, a noite veio.
No escuro, ergo a mão,
a mão do sono.
 
A luz veio, o escuro foi-se.
De manhã ergo a mão.
publicado por Gilberto Vicente às 12:27

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PARTE 11 - SONHOS

LÓGICA
 
 
         Há poucas lógicas que não sejam recebidas. São menos as que vale a pena perceber. No fundo há muito poucas lógicas. Parece aterrorizador, mas não é. Lógicas recebidas nem sequer são lógicas, são ideias que dão jeito. Valem por terem sido inventadas, não por serem utilizadas. Valem por quem as inventou, por quem afinal, foi o único que não as recebeu.
         Uma lógica é quase sempre mais tirânica do que parece. Mesmo assim são poucos os que se entregam à tirania de uma lógica. Menos ainda os que resolvam, por sua vez, tiranizá-la. É por isso que também não faz mal que exista um número pequeno de lógicas. Chegam e sobram.
         Ninguém precisa de grandes argumentos para defender, por exemplo, a ecológica. Uma ideia muito recebida, que já quase não exige uma verdade que a justifique.
publicado por Gilberto Vicente às 12:25

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PARTE 10 - SONHOS

JARRO BIBLICO
 
 
Encorajado por uma vida que destrói o outro eu que há em ti.
Sopro divino, bondade que matas, lutas, recusas, odeias, prostituis, te matas.
         Símbolo ancestral.
         Selvagem de cujo a cabeça jorra ciência, a filosofia.
         Arte, poesia, sonho, quando as unhas afeiçoam giocondas, pirâmides, templos de Jerusalém.
         Bicho cruel que te curvas a deuses, que acarinhas crianças, que tremes, sorris ao nascer de uma flor.
         Jarro bíblico, o que és tu? Quem és tu?
publicado por Gilberto Vicente às 12:24

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